Evento recebeu centenas de jovens de diferentes regiões do estado do Ceará em palestras e painéis com especialistas de renome nacional
O 6º CRA Jovem seguiu na tarde desta sexta-feira, 26, com palestras e rodas de conversa que destacaram as perspectivas para os jovens e futuros profissionais de Administração, trocas de experiências e dicas que podem ajudar aqueles que buscam construir uma carreira na profissão. Neste ano, o encontro trouxe como tema “Quem se move, cresce!”, e foi realizado no auditório do Hotel Oásis Atlântico Imperial em Fortaleza-CE.
Para abrir as atividades do período, o evento teve a participação da empreendedora e estudante de Administração, Francisca Edileuda, que compartilhou um pouco da sua trajetória profissional. Com mais de 20 anos de experiência prática nas áreas de gestão, vendas e atendimento ao cliente, a bacharel em Biologia cursa o 6º semestre de Administração na Universidade Estadual do Ceará (UECE) e une sua vivência de mercado ao conhecimento teórico. Desde 2005, ela comanda a empresa Tokaia, sendo responsável por todo o planejamento estratégico, controle financeiro, produção e liderança de equipe.
Para palestrar sobre a “IA na rotina do jovem profissional: produtividade sem risco”, o CRA Jovem recebeu o doutor em Ciências Tecnológicas e Empresariais e mestre em Administração, Adm. Jean Abreu. Jean Abreu.
Seguindo a temática de empregabilidade, os administradores Anderson Terceiro, professor Sérgio Bezerra, professor Giordano Porfírio e a professora Suélen Freitas abordaram as áreas que mais deverão abrir portas para os jovens no período 2026–2028, e por onde começar a buscar essas oportunidades.
A força de trabalho e o protagonismo feminino não ficaram de fora. Na roda de conversa “Mulheres no início da carreira: primeiro emprego, respeito e crescimento”, as administradoras Conceição Araújo, Maria Mascena e Mariete Ximenes compartilharam um pouco dos seus primeiros passos no mercado de trabalho e aconselharam as estudantes e profissionais de Administração.
Ultrapassando fronteiras, membros da Organização Latino-Americana de Administração (OLA) participaram da 6ª edição do CRA Jovem. A roda de conversa foi coordenada pelo vice-presidente do CFA, Adm. Gilmar Camargo, e contou com a presença da Admª. Elida Viviana Riquelme, presidente do Colegio Profesional de Licenciados en Administración de Mendoza (Argentina); do Adm. Wilfrido Abigail Lomaquis Peña, que representa o Colégio de Administradores do Paraguai, foi um dos participantes. Carlos Balmore Santos, vice-presidente da Zona Norte da Organização Latino-Americana de Administração (OLA), de El Salvador, e da Admª. Maura Lucia Olazar, ex-presidente da OLA, do Paraguai.
Além de explicarem o papel da OLA, os integrantes do painel apontaram as ações desenvolvidas por suas organizações que são voltadas para os jovens administradores e trouxeram a reflexão sobre o papel deles para o presente e futuro da profissão.
“Acredito que uma das transformações mais importantes a serem promovidas no ensino universitário é o fortalecimento das competências humanas. Liderança, pensamento crítico, ética, adaptabilidade e aprendizado contínuo serão tão importantes quanto o conhecimento técnico. Enquanto o conhecimento técnico evolui rapidamente, essas capacidades acompanharão profissionais ao longo de suas carreiras”, considerou a Admª. Maura Lucia Olazar.
Fechando a 6ª edição do CRA Jovem, o administrador e conselheiro federal do Sistema CFA/CRAs pelo estado do Mato Grosso do Sul, Rodrigo Cazelli, trouxe dicas valiosas para aqueles que estão no início da carreira. Durante o seu dispositivo, ele apontou habilidades que podem contribuir para a contratação, tais como aprendizagem contínua, adaptabilidade e resolução de problemas.
“O ambiente real não funciona como nos livros. O mercado não contrata diplomas. Eu tenho um amigo que disse em uma palestra que diploma não compra pão. Isso porque o nosso diploma, dentro de uma gaveta ou na parede do escritório, sem o contratante saber que ele existe, não tem tanto valor assim. Não estou dizendo isso para abandonarmos o estudo escolar, mas sim para que eu, como profissional que busco um certo tipo de excelência, transforme esse meu diploma em negócios”, disse.
Ana Paula Sousa
Assessoria de Comunicação CFA
