No momento, você está visualizando No Dia Nacional da Pessoa com Deficiência, administradora reforça que “inclusão não é só o cumprimento de cotas da empresa”

No Dia Nacional da Pessoa com Deficiência, administradora reforça que “inclusão não é só o cumprimento de cotas da empresa”

Nesta segunda-feira (21/9) é celebrado o Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência, data criada para fortalecer a mobilização por direitos e mais inclusão social das pessoas com deficiência, além de conscientizar sobre o respeito à diversidade de corpos.

No mundo do trabalho, a data também chama atenção para a diferença entre simplesmente ocupar uma vaga e ter condições efetivas de exercer uma profissão, desenvolver competências e construir uma carreira. Segundo dados do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022 havia 14,4 milhões de pessoas com deficiência, representando 7,3% da população com 2 anos ou mais de idade.

O levantamento evidenciou, ainda, que a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho ainda deixa a desejar: o nível de ocupação entre as pessoas com deficiência era de 29% em 2022, enquanto que entre as pessoas sem deficiência o índice registrado naquele ano foi de 55,8%.

Para a administradora e presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Roraima (Coede-RR), Maria Lúcia de Lucena, os profissionais de Administração são figuras essenciais para aumentar a inclusão.

“A gente precisa quebrar as barreiras atitudinais que existem dentro das organizações, além da barreira física, porque a inclusão não é só o cumprimento de cotas da empresa. Nós precisamos, de fato, incluir, inserir as pessoas com deficiência nas rotinas, no planejamento, nas estratégias, e as empresas têm grandes desafios no ambiente de trabalho”, defende.

É nesse cenário que o administrador ganha uma dimensão estratégica. A gestão de pessoas, os processos organizacionais e a cultura institucional precisam estar alinhados para que a inclusão seja incorporada ao cotidiano da organização. “A mudança cultural organizacional é necessária para que a diversidade da inclusão seja incorporada no nível das empresas. Então nós podemos contribuir com as atitudes, com a inclusão de fato e aceitação da diversidade nas empresas”, afirmou.

Para as organizações, o desafio é transformar a inclusão de uma obrigação legal em uma prática de gestão. Entretanto, ela não termina na porta de entrada da empresa, mas continua na adaptação do ambiente, nas relações de trabalho, no acesso à capacitação, nas oportunidades de promoção e na possibilidade de ocupar espaços de liderança.

“A luta não é sobre adaptar o indivíduo a um mundo construído para poucos, mas sobre construir o mundo até que ele seja suficientemente grande, justo para abrigar a totalidade de todos nós. A luta vai além de inclusão. Então que nesse dia nós possamos refletir a verdadeira inclusão”, destacou a administradora e presidente da Coede-RR.



CFA Inclusivo

Uma das inciativas do Conselho Federal de Administração (CFA) para promover a inclusão é o projeto “CFA Inclusivo: Fomentando a Inclusão Social no Ambiente de Trabalho”. A proposta visa criar um ambiente onde todas as pessoas se sintam valorizadas e respeitadas, independente de sua cor, gênero, idade, orientação sexual, deficiência ou qualquer outra característica pessoal. 

Para a coordenadora de Administração e Pessoas da autarquia, Gracielle Soares Fonseca de Oliveira, a diversidade dentro do CFA é uma realidade.  “Nós temos muita diversidade aqui dentro e a gente percebe o quanto essa diferença ajuda no nosso ambiente de trabalho, na entrega dos resultados, porque as diferenças trazem diversidade de pensamentos e impulsiona a gente a ser melhor e a entender o próximo”, apontou Gracielle.

 

 

Ana Graciele Gonçalves
Assessoria de Comunicação CFA