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Pequenos negócios, grandes impactos: MPEs sustentam geração de empregos e renda no Brasil

No Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, celebrado em 5 de outubro, dados mostram a força dos empreendimentos de menor porte na economia brasileira

O Brasil é formado majoritariamente por pequenos negócios, e empreender deixou de ser apenas uma alternativa de geração de renda para se consolidar como uma das principais forças da economia do país. Neste 5 de outubro, Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, os números ajudam a dimensionar a força desses empreendimentos: existem cerca de 24 milhões de pequenos negócios em atividade, responsáveis por mais de 96% das empresas do país e por 26,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, segundo levantamento do Sebrae com base em dados da Receita Federal.

A relevância do segmento também aparece no mercado de trabalho. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, entre janeiro e julho de 2026, as micro e pequenas empresas responderam por 60,9% dos empregos formais criados, com 591,7 mil novas vagas. Apenas em julho, foram 46,5 mil postos de trabalho ocupados, equivalentes a 79,5% do total de empregos gerados no país naquele mês.

Em 2025, as MPEs foram responsáveis por 80% das vagas de trabalho formal criadas no país, reforçando uma tendência observada nos últimos anos. O segmento também responde por cerca de 40% da massa salarial brasileira, de acordo com levantamentos do Sebrae.

Gestão é parte do desafio

Neste ano, a celebração das MPES ganha um significado adicional: a Lei Complementar n.º 123/2006, conhecida como Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, completa 20 anos. Foi graças a essa legislação que se estabeleceu um tratamento diferenciado e favorecido para microempresas e empresas de pequeno porte, abrangendo aspectos tributários, administrativos, creditícios e de desenvolvimento empresarial. 

Da norma, também foram criadas as bases do Simples Nacional, que consolidaram uma política pública voltada à redução de barreiras enfrentadas pelos pequenos negócios.

E é nesse cenário que a administração profissional ganha relevância no setor. Para micro e pequenas empresas, profissionalizar a gestão significa transformar decisões baseadas na experiência do empreendedor em estratégias apoiadas por planejamento, dados e conhecimento técnico. Em um ambiente de mudanças rápidas e concorrência cada vez maior, uma gestão qualificada pode ser determinante para a sobrevivência, produtividade e capacidade de expansão dos pequenos negócios. 

Na “Pesquisa CFA/MEMP – Unidos no aprimoramento da gestão que impulsiona os pequenos negócios”, o fortalecimento da gestão é um dos principais caminhos apontados para o sustento dos empreendimentos.

Realizado em parceria entre o Conselho Federal de Administração (CFA) e o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), o estudo aplicado entre setembro de 2025 e junho de 2026 buscou identificar desafios, necessidades e oportunidades enfrentados por Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP), produzindo informações capazes de subsidiar políticas públicas, programas de capacitação e iniciativas de apoio à gestão. 

De acordo com o diretor da Câmara de Formação e Educação do CFA, Adm. Júlio Rezende, a metodologia da pesquisa uniu abordagens quantitativa e qualitativa, por meio da aplicação de questionário estruturado, que possibilitou analisar aspectos relacionados ao perfil dos empreendedores, características das empresas, práticas de gestão, capacitação, apoio institucional, mercado, concorrência, investimento e financiamento.

Entre os desafios, a gestão financeira e o acesso ao capital aparecem como as principais dores dos pequenos negócios. Gestão financeira, capital de giro, fluxo de caixa, juros, crédito, financiamento e a separação entre as finanças pessoais e empresariais concentram cerca de 38% das dificuldades apontadas.

“Os resultados evidenciam a predominância de negócios de pequeno porte, com forte presença do setor de serviços, estruturas organizacionais enxutas e centralização das decisões no próprio empreendedor”, afirmou.

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Gestão capa de revista

Em alusão ao Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, a Revista Brasileira de Administração (RBA) trouxe em sua edição n.º 171 histórias de pequenos empresários que transformaram seus negócios com a gestão profissional. Por trás dessas estatísticas, histórias de coragem, planejamento e persistência, como a da administradora e CEO da Café Expresso, Sandra Fulin, se destacam por contribuírem para o desenvolvimento de emprego e da economia brasileira. 

Acesse o site https://revistarba.org.br/ e leia a matéria completa. 

LEIA A RBA N.º 171.

 

Ana Paula Sousa

Assessoria de Comunicação CFA