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Para além do diploma: painelistas debatem competências profissionais acima das credenciais acadêmicas

O último painel do Erpa Norte 2026 trouxe aos profissionais e estudantes de Administração presentes uma reflexão pertinente: as competências reais dos profissionais versus o peso do seu diploma no mercado de trabalho. O dispositivo contou com a participação da docente do curso de Administração da Universidade Federal de Roraima (UFRR), Adm.ª Daiane Tretto da Rocha, e da diretora Acadêmica da Faculdade Cathedral, Adm.ª Brena Lage Vasques, que destacaram a importância da capacitação profissional e a necessidade de estímulo das habilidades requisitadas pelo mercado no meio acadêmico. O painel foi conduzido pelo Adm. Domingos Sávio Spezia.

A Admª. Daiane Tretto iniciou a sua fala detalhando as diferenças do conhecimento teórico-prático e o papel de ambos na formação de competências profissionais. Ela ainda destacou a necessidade de aproximação junto ao mercado para que a academia conceda uma formação aos profissionais baseada nas demandas do mercado.

“O conhecimento é aquilo que a gente adquire na academia ou com a nossa vivência. É algo composto por esse encontro com a teoria, conceitos e fundamentos. Por outro lado, habilidades são esses conhecimentos que estão condensados em forma prática. Já as competências acontecem quando esses conhecimentos, habilidades e atitudes são colocados em prática à altura para entregar soluções”, detalhou.

“Mas vale ressaltar que não há como fortalecer as habilidades desses profissionais que estão sendo formados sem entender a demanda junto ao mercado. Nem sempre conseguimos essa ponte, e essa aproximação é de suma importância para conseguirmos entregar uma prática aos estudantes adequada às necessidades dos empregadores”, pontuou.

A Adm.ª Brena Lage reforçou a fala, mencionando o diferencial do ensino de práticas reais demandadas pelo mercado dentro das salas de aula, uma vez que apenas a posse do diploma não garante destaque profissional.

“O ideal é que a gente leve a prática para a academia. Casos reais que possam enriquecer aquele aluno e ele consiga atuar no mercado. Então, sim! A gente precisa ter títulos; é algo indiscutivelmente importante, até porque aumenta a empregabilidade, mas isso não garante a permanência dessa pessoa na empresa. Não garante sozinho que esses profissionais se diferenciem, sejam proativos e façam diferente”, finalizou.

Assessoria de Comunicação CFA