Organizações que investem em modelos de gestão crescem e prosperam

Organizações que investem em modelos de gestão crescem e prosperam

O especialista em Gestão Empresarial, Eduardo Oliveira, conversou com profissionais e estudantes de Administração na live promovida pelo Conselho Federal de Administração (CFA), na tarde desta quarta-feira, 8. Com o tema “Como aplicar os modelos de gestão das empresas”, o evento abordou questões como a importância de aprimorar o desenvolvimento da organização com auxílio de processos, indicadores, mecanismos de controles e outras ferramentas.

Segundo ele, os modelos de gestão são abrangentes e abarcam toda a empresa. Um dos mais conhecidos é o ISO 9001, sistema que define uma série de medidas e ferramentas que podem ser utilizadas pelas organizações a fim de garantir uma gestão mais eficiente. Ele é baseado no ciclo PDCA, siglas que, em inglês, significam: planejar, executar, checar e agir.

Outra característica desse sistema é o mapeamento de processos. “Costumo dizer que a informação é do CNPJ e não do CPF e a empresa precisa mapear esses dados”, disse o administrador, lembrando que não há receita de bolo quando o assunto é modelo de gestão. “Cada empresa terá um que se adeque ao seu propósito e suas características”, comentou.

Contudo, não basta obter uma certificação de qualidade e interromper o trabalho. Para que o modelo funcione, é preciso convencer a alta direção. “O gestor é o cabeça, precisa se engajar, senão as coisas não funcionam”, falou Eduardo. Além disso, os gerentes e coordenadores que terão a missão de multiplicar as informações com os demais colaboradores”, explicou.

O modelo de gestão impõe à empresa uma mudança de cultura que, de acordo com Eduardo, não muda do dia para a noite pois, ao longo do processo, há resistência por parte de uns e desafios a superar. “Mas as empresas com modelos de gestão crescem e prosperam”, garantiu o consultor.

Em tempos de pandemia, as empresas com modelo de gestão estão mais preparadas para enfrentar e superar os desafios. Com uma reserva de emergência – que é proposta e exigida nesses sistemas – a organização consegue se adaptar rapidamente à nova realidade. Eduardo citou o exemplo do home office em que, mesmo em suas casas, os colaboradores e gestores, sob um bom sistema de gestão e ferramentas, estão conseguindo manter o engajamento e a produtividade. “Muita coisa mudou e vai permanecer mesmo após pandemia. É o caso do trabalho remoto, que provou que é possível e reduziu os custos das organizações”, disse.

 

 

Ana Graciele Gonçalves

Assessoria de Comunicação CFA