Tema é constantemente discutido pelo CFA que trabalha pela profissionalização da área

Tema é constantemente discutido pelo CFA que trabalha pela profissionalização da área

Nesta quarta-feira, 10, especialistas em Administração e Saúde participaram do segundo webinar promovido pelo Conselho Federal de Administração (CFA). Com o tema Gestão Profissional da Saúde no contexto atual, o debate trouxe à discussão pontos como falta de gestão; desperdício de recursos; principais erros cometidos; financiamento da Saúde e uma análise da atuação do país frente à pandemia da Covid-19, causada pelo novo coronavírus. 

Na abertura, Gracita Barbosa, diretora da Câmara de Estudos e Projetos Estratégicos do CFA (CEPE) e coordenadora da Comissão Especial de Saúde do CFA apresentou os trabalhos da autarquia em prol da amplitude do número e qualificação dos profissionais de Administração que atuam no setor. 

O administrador Marcelo Iwersen, coordenador da Câmara de Gestão da Saúde do Conselho Regional de Administração do Paraná (CRA-PR) enfatizou que o problema da saúde pública no Brasil não trata-se, apenas, de falta de recursos para o Sistema Único de Saúde (SUS). “O que enfrentamos é desperdício, má gestão, fraude, corrupção como um todo e tudo aquilo que se imaginar de falhas inadmissíveis na gestão de um serviço público, com recurso público. São bilhões de reais”, afirmou. 

Durante o webinar, os especialistas frisaram que a falta de uma gestão profissional em todos os níveis da Saúde compromete a qualidade do serviço disponibilizado. No contexto atual da pandemia, o enorme número de perdas humanas, inclusive de profissionais da saúde, foram consideradas um erro estratégico de um país que poderia ter se preparado melhor a exemplo de outros. 

A coordenadora do Grupo de Excelência de Pesquisa Aplicada em Administração do Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP), Teresinha Covas, lembrou da importância da formação, base para uma atuação profissional de qualidade. “Eu percebi que as equipes estavam um pouco distantes. Nós aqui em São Paulo pudemos visitar algumas unidades que estavam com treinamento das equipes de apoio e deu pra perceber que o momento posterior a essa crise vai ser de muita integração e muito estudo. E isso, possivelmente, irá refletir na área acadêmica”, disse. 

A segurança das equipes que estão trabalhando na linha de frente de combate à doença foi trazida pela administradora hospitalar e de empresas, Fabiana Ada Rigon. Com experiência e atuação tanto na saúde pública, quanto na privada, ela trouxe cases em que apresentou a organização de trabalho para que nenhum profissional fosse contaminado. Falou também sobre o advento da telemedicina: “a gente tem algumas tendências de mercado que a gente vem observando e com certeza a tecnologia vai mudar e já mudou a forma como a gente se relaciona e trabalha’. 

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Assessoria de Comunicação CFA