O valor da gestão de pessoas para o pequeno empresário

O valor da gestão de pessoas para o pequeno empresário

O cenário de crise econômica tem feito com que muitos donos de pequenos negócios se concentrem em revisar processos internos, controlar as entradas e saídas de dinheiro, se desfazer de bens sem uso, etc. Muitas outras medidas são adotadas e, como essas, todas são importantes. Contudo, gerir uma empresa vai além de gerenciar o patrimônio material . Não são poucos aqueles que pensam de forma limitada e esquecem que a gestão de Recursos Humanos é uma parte fundamental para a obtenção do lucro.

O gestor do pequeno negócio precisa ajustar seu olhar para enxergar o todo de uma situação. O que vemos é a compreensão equivocada que a gestão de RH compete apenas às empresas e organizações de médio e grande porte. É por isso, nessa linha de pensamento, que a manutenção dos processos e bens  que integram o pequeno negócio são entendidas como prioritárias chegando, até mesmo, ao descaso absoluto do gerenciamento dos funcionários.

Por menor que seja uma empresa é fundamental ao empresário entender que o capital é gerado a partir de gente e não apenas é proveniente do funcionamento das máquinas, equipamentos e processos. Se a política de gestão de pessoas de um pequeno negócio não estiver bem estruturada haverá prejuízo.

Nesse contexto, é importante considerar a gestão de Recursos Humanos (RH) como estratégica para que passe a atuar, por exemplo, na retenção de talentos, afinal, funcionários comprometidos se doam mais e naturalmente vão produzir mais. Além dessa questão é preciso promover a mudança de pensamento. O momento profissional pelo qual passamos valoriza habilidades e competências multidisciplinares, não apenas técnica específica e pouca destreza relacional e emocional.

Outro ponto positivo em valorizar o gerenciamento do RH é possibilidade de construir um plano de ação ou trabalho, de baixo custo, que vai motivar a equipe em tempos de adversidades e crises, a exemplo desse momento econômico que estamos lidando, garantindo o empenho necessário para a continuidade da qualidade dos produtos e/ ou serviços prestados pelo pequeno negócio.

Além disso, cabe ao gestor responsável pela manutenção dos Recursos Humanos (RH) atuar de forma transparente e esclarecedora, pois é uma postura que evoca entre os colaboradores a abertura para viabilizar o diálogo com a empresa, o que é fundamental, pois as incertezas do momento, queixas e elogios precisam ser conhecidas para serem trabalhadas.

Tudo isso, claro, demandará um apurado diagnóstico interno para detectar os gargalos da organização, bem como, elencar os pontos fracos para conseguir estabelecer as necessidades de melhorias. Só a partir dessa cuidadosa anamnese será possível definir prioridades e implementar as ações para fortalecer a marca e a empresa, tudo em consonância com a missão e os valores propostos pelo pequeno negócio.

Esse momento, além da análise interna, precisa ser feito considerando também o cenário de mercado externo, para melhor compreensão, por exemplo, das motivações desalinhadas dos funcionários em relação a empresa. O cenário externo complementa o diagnóstico interno justificando, em partes, o desempenho da equipe que pode vir a ser trabalhado com treinamentos específicos de interesse do pequeno negócio.

Por fim, outros pontos positivos poderiam ser destacados para um gestor de uma pequena empresa valorizar o RH. O cerne da questão é compreender que a gestão dessa área contribui para a tomada de decisões e que as pessoas do negócio de menor porte, quando bem conduzidas, potencializam o lucro e outros resultados esperados. O empresário precisa se adaptar ao cenário de crise, para que, quando o momento passar, ele e a empresa saiam fortalecidos.

 

Artigo assinado pelo Conselheiro no Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES)  Robson Brandão Neves

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