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Poupar recursos ajuda a desenvolver novas missões e competências

“Saber mais e gastar menos”, esse é um dos lemas da inteligência financeira, assunto que tem despertado interesse de gestores, da população em geral e até se tornou parte dos currículos escolares. De acordo com levantamento realizado pela consultoria Opinion Box, 74% dos brasileiros afirma gostar de administrar seu próprio dinheiro, porém 69% tem medo de não possuir reserva financeira em momento de dificuldade, o que denota falta de experiência no assunto.

Também chamada de educação financeira, o tema ganhou força na sociedade e nos meios de comunicação por auxiliar os indivíduos a tomarem decisões melhores, baseadas não só no conhecimento, mas também em estratégias. Além disso, ajuda a identificar nichos e oportunidades de mercado.

De acordo com a doutora em administração e professora da PUC-RS, Frederike Mette, a inteligência financeira pode ser entendida como um conjunto de técnicas, habilidades e competências que os indivíduos podem desenvolver para melhorar sua relação com o dinheiro. Segundo ela, uma pessoa não precisa ter total conhecimento financeiro, mas sim conhecer pontos básicos que auxiliem suas decisões e a forma como são colocadas em prática.

“Em sua forma mais simples, a inteligência financeira atua na mesma linha da inteligência emocional, pois ambas têm o objetivo de melhorar o relacionamento entre as pessoas. Entretanto, no aspecto financeiro, busca aprimorar a relação com o dinheiro ao fomentar conhecimento, habilidades e comportamento financeiro na busca de decisões mais lucrativas”, explica.

Já para o administrador e professor-adjunto do Departamento de Finanças e Controladoria da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Fabrício Soares, no caso de empresas, inteligência financeira significa estar embasado, o máximo possível, com variáveis que permitam escolher um caminho em detrimento de outro. Ele exemplifica ao dizer que o tema também está relacionado ao comportamento e preferências do consumidor, a questões ligadas ao crescimento ou participação de mercado, bem como aos custos e despesas.

“Antes de falar especificamente de inteligência financeira, talvez seja preciso falar sobre inteligência de negócios de uma maneira mais ampla. Trazer inteligência de negócios para esse contexto implica em conhecer os dados, o modo como eles são trabalhados e gerenciados e, até mesmo, a maneira com que são apresentados. A partir daí, é possível ter uma compreensão correta sobre o tema e, com isso, fazer com que decisões mais assertivas sejam tomadas”, explica.

Passos

A inteligência financeira requer conhecimento em pelo menos cinco regras básicas, de acordo com publicação da agência ‘Claritas Investimentos’. A primeira é saber interpretar os números que serão trabalhados e entender como as receitas estão sendo utilizadas e gerenciadas, seja em âmbito familiar ou empresarial.

A segunda é ter um planejamento e fazer com que as receitas e despesas estejam alinhadas aos projetos. A terceira regra é proteger o dinheiro, ao reconhecer potenciais riscos e oportunidades para o capital.

Investir em conhecimento (quarta regra), com cursos e técnicas relacionadas ao assunto, também é crucial para existir a inteligência financeira. Além disso, é preciso mudar hábitos nocivos (quinto quesito) tal como a compra de supérfluos e gastos com serviços pouco utilizados.

Por Paulo Melo e Leon Santos

Leia a matéria inteira na Revista Brasileira de Administração (RBA)