No Centro Pedagógico Paulo Freire da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís, a gestão de impacto esteve em evidência. Nesta quinta-feira (7), durante o Erpa Nordeste 2026, estudantes e profissionais da administração tiveram a oportunidade de apresentar os resultados de suas pesquisas em artigos e relatos de experiências sobre o impacto e os desafios da Administração no País.
Os temas sustentaram-se nos pilares da inovação, sustentabilidade e transformação social, destacando os obstáculos e avanços no mundo da gestão pública e privada. Um exemplo foi o trabalho de Hector Souza, 30, que analisou os efeitos do pós-pandemia na valorização do mercado imobiliário em São Luís-MA.
“Esse trabalho é fruto de um conhecimento adquirido durante a graduação em administração e no meu conhecimento empírico, pois essa é área em que eu atuo há oito anos. Em especial sobre o setor imobiliário de médio e alto padrão, pude trazer uma abordagem recente que destaca os efeitos que a pandemia trouxe, devido às restrições e quarentena”, explica.
Para o profissional, apresentar os resultados do seu trabalho para o Erpa Nordeste é uma forma de impulsionar as trocas com demais profissionais gestores, explanando temas atuais e pertinentes para a profissão.
Futuros administradores
Os projetos de estudantes da graduação também ganharam espaço no evento. Destacando a transformação digital em nível subnacional, as estudantes Maria do Carmo Sena e Luzia da Silva mostraram os desafios da implementação do Governo Digital no estado do Piauí.
“O objetivo geral do nosso trabalho é compreender quais são os desafios que o governo do Piauí enfrenta na implementação do Governo Digital, utilizando como base evidências empíricas a partir da burocracia estadual. Sabemos que, dentro da gestão pública, há diversos desafios e, com a modernização constante, percebemos que muitas dessas dificuldades são comuns em outras gestões estaduais do país”, detalha Luzia.
Segundo detalha a estudante Maria do Carmo Sena, os resultados da análise se ligam em três pontos: o social, o organizacional e o institucional. “No estado do Piauí, 30% da população mora na zona rural, onde a alfabetização digital não acontece, e isso é algo que interfere muito na transformação digital. A desigualdade socioeconômica também é um fator que dificulta esse processo, pois muitas famílias não possuem acesso a aparelhos eletrônicos”, detalha.
Ana Paula Sousa
Assessoria de Comunicação CFA

