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Vencedor do Prêmio CFA de Jornalismo na categoria Texto destaca o futuro da Administração

O trabalho “O futuro da administração: qual é o perfil dos novos profissionais da carreira?”, veiculado no Correio Braziliense, conquistou o primeiro lugar na categoria Texto do Prêmio CFA de Jornalismo. A reportagem, produzida e assinada pelo jornalista Patrick Selvatti, e publicada no caderno Trabalho&Formação Profissional, lançou luz sobre as transformações da carreira de Administração diante das mudanças tecnológicas, dos novos modelos de gestão e dos desafios geracionais no mercado de trabalho.

Ao receber a notícia da premiação, Patrick relatou ter sido tomado por emoção. “Recebi a notícia com muita emoção e gratidão. Foi um momento de surpresa e, ao mesmo tempo, de profundo reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo dos anos no Correio Braziliense, especialmente no caderno Trabalho&Formação Profissional. É um tipo de retorno que reafirma que estamos no caminho certo, valorizando pautas relevantes e tratando os temas com seriedade e responsabilidade”, afirmou.

A reportagem premiada analisou o perfil dos novos profissionais da Administração, suas competências, expectativas e o papel estratégico que assumem em diferentes contextos organizacionais. O ponto de partida foi a observação das mudanças nas relações de trabalho.

“Eu tinha escrito uma reportagem sobre os conflitos geracionais, a partir de um paralelo entre as gerações de alpha a baby boomers. Ali, eu vi que o trabalho de gestão, especialmente de RH, é muito delicado”, explicou.

Segundo ele, o interesse em aprofundar o tema surgiu da percepção de que a Administração está presente em praticamente todas as áreas da vida profissional e social, mas ainda é pouco compreendida.

“Ao observar as transformações no mundo do trabalho, especialmente com o avanço da tecnologia e das novas formas de gestão, percebi a importância de discutir o perfil dos novos profissionais e os caminhos da carreira.”

Traduzir conceitos técnicos para uma linguagem acessível foi um dos principais desafios do processo de apuração. “Um dos principais desafios foi traduzir conceitos técnicos e acadêmicos para uma linguagem acessível, sem perder profundidade. Além disso, foi necessário ouvir diferentes fontes, pesquisadores, profissionais e estudantes, para construir uma visão plural e consistente”, destacou. Para ele, conciliar rigor informativo com clareza narrativa é um exercício permanente do jornalismo de qualidade.

O reconhecimento do CFA representa, segundo o jornalista, a confirmação de uma escolha profissional pautada pela responsabilidade social. “É uma confirmação da importância do jornalismo comprometido com a informação de qualidade. Ao longo da minha trajetória, sempre busquei produzir conteúdos que dialogassem com a realidade das pessoas e com os desafios do mercado de trabalho. Esse prêmio reforça essa escolha e fortalece minha motivação para continuar investindo em reportagens aprofundadas e socialmente relevantes.”

A repercussão junto ao público também foi significativa. Estudantes, professores e profissionais da área procuraram o autor para comentar a matéria.

“Recebi retornos de estudantes, professores e profissionais da área que se identificaram com a abordagem e se sentiram representados. Muitos relataram que a matéria ajudou a esclarecer dúvidas sobre a carreira e a refletir sobre o próprio percurso profissional. E também recebi muitos cumprimentos dos administradores na noite da premiação.”

Entre os relatos recebidos, um marcou especialmente o jornalista. “Fui procurado por uma jovem em especial que estava em fase de escolha profissional e disse que a reportagem influenciou suas decisões. Esse tipo de retorno é muito significativo, porque mostra que o jornalismo pode, de fato, impactar trajetórias individuais.”, declarou.

Para ele, o jornalismo exerce papel fundamental na valorização da Administração. “O jornalismo tem o papel de aproximar a sociedade desses temas, mostrando como a boa gestão impacta diretamente a vida das pessoas, das empresas e das instituições públicas. Ao dar visibilidade às boas práticas, aos desafios e às inovações, contribuímos para fortalecer a imagem da profissão e estimular a formação de profissionais mais preparados e conscientes.”

Ao avaliar a importância de premiações institucionais, como o Prêmio CFA de Jornalismo, o vencedor é categórico: “Essas premiações são fundamentais porque valorizam o esforço, o rigor e a dedicação dos profissionais. Elas estimulam a produção de conteúdos mais aprofundados, responsáveis e comprometidos com o interesse público, além de fortalecerem a relação entre a imprensa e as instituições.”

E deixa um recado aos colegas que pretendem disputar as próximas edições:

“Diria que o mais importante é manter o compromisso com a apuração cuidadosa, a escuta atenta das fontes e a busca por narrativas relevantes. Prêmios são consequências de um trabalho consistente. Investir em pesquisa, sensibilidade social e ética profissional é o melhor caminho para alcançar reconhecimento e, sobretudo, para contribuir com a sociedade. E, claro, que esperem um concorrente forte nesta disputa porque eu pretendo competir novamente.”, adiantou Patrick.

Ana Graciele Gonçalves
Assessoria de Comunicação CFA