Segmento é alternativa para quem busca profissionalismo e filantropia

Segmento é alternativa para quem busca profissionalismo e filantropia

Conhecido popularmente por meio das Organizações Não-Governamentais (ONGs), o terceiro setor pode ser opção de empregabilidade para quem quer obter experiência e trabalhar por uma causa social. Diferente do primeiro setor (governo) e do segundo (empresas privadas), o segmento é caracterizado por ser uma mescla de atividades governamentais, realizadas por instituições privadas.

Segundo o pesquisador André Barcaui, da Fundação Getulio Vargas (FGV), o terceiro setor emprega atualmente mais de 2 milhões de profissionais no país e contribui com cerca de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Ele explica que embora conservem suas particularidades; em geral, as atividades dos profissionais da Administração na área se assemelham a dos demais setores.

“Suas atividades podem incluir a criação de projetos de captação de recursos, acompanhamento físico-financeiro (de projetos sociais) e visão humanitária. Incluem ainda, o atendimento social e contatos em busca de parcerias institucionais”, relata.

Barcaui conta que para atuar na área é essencial conhecer a legislação relacionada ao tema e possuir competência para mobilizar e gerir pessoas. Ele trabalhou em projetos do segmento — como Coach e em mentorias para projetos — e diz que além do ideário, em prol de uma causa, é preciso, ainda, ter capacidade elevada de transformar ideias em ações.

Já a profissionalização, segundo o pesquisador, tem ocorrido de maneira acelerada e exige dos gestores habilidades específicas na montagem de projetos, de acordo com o campo de atuação. Também necessita de análise de viabilidade consistente, com projeto embasado em legislação específica e preparo para concorrer na captação de recursos públicos e privados.

As ONGs e as Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs), ambas incluídas no terceiro setor, têm se adaptado rapidamente à Quarta Revolução Industrial (Revolução 4.0), segundo Barcaui. Além de fazerem uso de recursos como inteligência artificial, robôs (softwares) e Big Data, elas têm visto no momento de disrupção tecnológica uma oportunidade de se repaginar e crescer.

“Embora tenhamos um problema de qualificação de mão de obra, vejo ao mesmo tempo como um desafio e oportunidade para as organizações do terceiro setor. Devemos ter nos próximos cinco a dez anos um ajuste no mercado como um todo, e entendo que o segmento pode ter papel protagonista nessa indelével transição”, avalia.

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Por Leon Santos – assessoria de comunicação CFA