Mundo pós-crise vai exigir profissionais e empresas mais proativos

Mundo pós-crise vai exigir profissionais e empresas mais proativos

O mundo não será mais o mesmo depois da pandemia da Covid-19. Especialistas dizem, inclusive, que este acontecimento histórico é um grande marco do século XXI, pois ele mudará a dinâmica do mundo contemporâneo. Mas será que todos estão preparados para o “novo normal” que virá a seguir? Na live que o Conselho Federal de Administração (CFA) realizou na tarde desta segunda-feira, 4, a vice-diretora de Desenvolvimento Institucional do CFA, Aline Mendonça, respondeu essa e outras questões.

A conselheira federal conversou com a jornalista Elisa Ventura sobre “A pandemia e o desafio de se reinventar”. Segundo a administradora, o novo coronavírus ultrapassou todas as barreiras econômicas, sociais, culturais. “Desconheço uma crise com tantos efeitos quanto essa”, disse.

Hoje, o que pesa é o clima de incertezas. Aline comentou que, para que possam tomar decisões, gestores precisam de dados. Mas o mundo ainda não tem muitas informações sobre a Covid-19 e os empresários não sabem se investem no negócio, se contratam ou se dispensam funcionários. “A única certeza que temos é: devemos atuar nesse cenário”, disparou a conselheira.

Aline aproveitou para citar uma pesquisa que ela fez em 2013. O estudo analisou a inovação em empresas longevas – aquelas que, na época, tinham mais de cinco anos de existência. Das 144 empresas entrevistadas, a boa parte delas viveram alguma crise e foram capazes de sobreviver com criatividade. “A tecnologia nos apresenta como a grande solução”, afirmou.

O mesmo acontece em meio a pandemia do novo coronavírus. Aquelas empresas que, há cinco ou dez anos atrás, não investiram em tecnologia, tiveram problemas para se adaptarem às pressas a nova realidade. Contudo, não basta tecnologia. “ Preciso ter pessoas capacitadas com formação adequada para usar essas ferramentas”, lembrou a administradora.

Reclamar ou ser proativo?

Com relação aos negócios, Aline lembrou que não existe mais fronteiras. Hoje, o cliente pode comprar qualquer coisa, de qualquer lugar do mundo e receberá o produto em casa. “A inovação vem para solucionar o problema do consumidor”, ressalta, lembrando que, na pesquisa que realizou, a maioria dos empresários reconheceram a importância da tecnologia para inovar nas empresas.

Para se reinventar, Aline aconselha o empresário a fazer um diagnóstico profissional do negócio. A chamada análise SWOT que, segundo ela, vai ajudar o empreendedor a “sair do achismo e partir para análise profissional”.

Mas não é só o negócio que precisa se reinventar. Os profissionais precisam, também, buscar de adaptar aos novos tempos. “Eu tenho que continuar trabalhando, mas estou com uma série de problemas. Preciso ser capaz de perceber essas fraquezas,seja como profissional ou como empresa”, avisou.

Outro ponto: é preciso estabelecer prioridades. “Vou ficar em casa reclamando ou vou ser proativo?”, questiona a conselheira do CFA. Para superar a crise, ela aconselha: “Aproveite o momento para se atualizar, fazer cursos on line. No caso das empresas, tem muitas consultorias disponíveis online”, disse.

Para finalizar, ela explicou que habilidades como resiliência e inteligência emocional farão a grande diferença nesse crise. “Não basta conhecimento técnico. Isso é básico. Preciso, hoje, ter equilíbrio emocional e ser capaz de me reinventar”, justificou Aline.

Com relação às empresas, aquelas com gestão profissional, empatia e senso de responsabilidade social são as que estarão mais em evidência. Aline também falou do futuro do home office e disse que essa será uma realidade em muitas empresas, mesmo após a pandemia.

A live estará disponível por 24 horas no Instragram do CFA – www.instagram.com/cfaadm.

 

Ana Graciele Gonçalves

Assessoria de Comunicação CFA