Mulher inspiradora: Janete Vaz abre o II Fórum das Profissionais de Administração

Mulher inspiradora: Janete Vaz abre o II Fórum das Profissionais de Administração

A palestra de abertura do II Fórum das Profissionais de Administração foi liderada pela co-fundadora e vice-presidente do Grupo Sabin, Janete Vaz. O evento, realizado pelo Conselho Federal de Administração (CFA) aconteceu na tarde desta quinta-feira, 13. Antes de começar a falar sobre o assunto, ela fez questão de enaltecer a jogadora de futebol Marta. Durante o Fórum, acontecia o jogo do Brasil contra a Austrália, pela Capa do Mundo Feminina de Futebol. Nesta partida, Marta tornou-se a maior goleadora do mundo, ultrapassando os números de gols Pelé.

Em seguida, Janete apresentou dados desanimadores sobre a mulher no mercado de trabalho. “Apenas 34% das empresas são lideradas por mulheres. Elas são mais escolarizadas, mas faturam menos 22%”, revelou

Para ela, a mulher carrega consigo características diferenciadas por estarem muito ligadas à família. “O lado intuitivo da mulher é cada vez mais valorizada nos negócios. Sem contar que ela tem a capacidade de fazer as coisas com mais sensibilidade. Ela planeja, acompanha e colhe”, explicou Janete.

Para dar o exemplo, a co-fundadora de um dos maiores laboratórios do Brasil fez questão de enaltecer o trabalho de inclusão do Sabin. Hoje, o quadro de colaboradores do Sabin é formado por 77% de mulheres, sendo que 74% delas ocupam cargo de chefia. Um dos focos da política de recursos humanos da organização é voltado para a maternidade. Sobre o assunto, Janete destacou:

“A empresa que não permite que a mulher realize seu sonho de ser mãe, está perdendo um grande talento. Porque, depois da maternidade, essa mulher muda: ela trabalha mais, ela produz mais, se dedica. Ela passa a cuidar do emprego, pois ela tem medo de perdê-lo. Ela tem medo de morrer e por isso quer produzir para cuidar da família.”, defendeu, mas lembrou que ainda tem muitas mulheres que ainda tem dificuldade  de conciliar a maternidade com a vida profissional. “Não é desse jeito que você constrói uma sociedade. A empresa tem que acolher e cuidar dessa mãe”, aconselhou a empresária.

O Sabin, além de abrir as portas de trabalho para as mulheres, possibilita uma rede de apoio para que essa profissional consiga cuidar da família sem abrir mão da vida profissional. Além da licença maternidade estendida por seis meses, a empregada gestante ganha um chá de fraldas festivo e, numa pesquisa interna com as funcionárias, Janete percebeu que, por uma questão de conforto e segurança, as mães preferiam deixar seus filhos com a própria família. Por isso, o Sabin decidiu criar o auxílio-babá, benefício que é pago do quarto ao 12º mês do bebê.

Os funcionários recebem treinamentos constantes e benefícios para terem acesso a cursos universitários. As mulheres também têm a opção de escolher trabalhar perto da residência para ficar mais perto da família. Em razão da sua política de inclusão, o Sabin ganhou vários prêmios como melhor empresa para trabalhar.

Por experiência própria, quando assistiu ao seu primeiro Dia das Mães na escola da filha, Janete percebeu a importância da presença da mãe nesses momentos. “Tinha uma criança que chorava muito, pedindo para a professora não começar a apresentação sem a sua mãe. Tem algumas datas importantes como essa e os gestores precisam ter sensibilidade para liberar essa funcionária, para permitir que ela possa viver esses momentos”, recordou.