Ministério da Saúde cria ação estratégica para enfrentar coronavírus

Ministério da Saúde cria ação estratégica para enfrentar coronavírus

O Conselho Federal de Administração (CFA) enviou, na quinta-feira, dia 2, um ofício para o ministro da Saúde, Dr. Luiz Henrique Mandeta. No documento, a autarquia coloca-se a disposição para ajudar o país a enfrentar a pandemia do coronavírus.

No ofício, o CFA faz referência a ação do Ministério da Saúde intitulada “Brasil Conta Comigo – Profissionais da Saúde”, voltada à capacitação e ao cadastramento de profissionais da área de saúde para atuarem no combate à Covid-19. A autarquia elogiou a iniciativa do órgão e ressaltou a importância de esforços coletivos para minimizar os efeitos da crise.

A ação é voltada apenas para quem atua na área da saúde. O CFA lembrou, contudo, que os administradores, principalmente o Administrador Hospitalar, pode contribuir, de forma efetiva, no combate à pandemia pois ele é capacitado para gestão de serviços de saúde, em todos os níveis de complexidade, como hospitais, centros de saúde e serviços de urgência. Além disso, o ofício destaca que este profissional está apto a administrar as especificidades necessárias a uma consecução satisfatória das tarefas de gestão hospitalar.

Segundo a coordenadora da Comissão Especial de Saúde do CFA, Gracita Barbosa, a proposta sugerida por meio do ofício é incluir os profissionais de administração e os gestores hospitalares na ação “Brasil Conta Comigo – Profissionais da Saúde”. “Nós não queremos fazer a assistência da saúde, nós podemos fazer a gestão de toda adjacência utilizada na facilitação do atendimento clínico”, explicou a conselheira.

Ela lembrou, ainda, que nessa crise estão ocorrendo problemas como, por exemplo, falhas na distribuição de produtos hospitalares e isso está ligado diretamente com as atribuições dos profissionais de administração.  “Esse tipo de gestão – a hospitalar – envolve questões de relevância, mas extremamente diferentes, tais como higiene, qualidade de vida, alimentação saudável, economia de gastos, custo-benefício desses serviços e recrutamento adequado de profissionais devidamente qualificados.”, diz o texto do ofício.

O Ministério da Saúde, por meio de e-mail, disse que está analisando o caso e dará retorno o mais breve possível.

 

Ana Graciele Gonçalves

Assessoria de Comunicação CFA