Frente Parlamentar retoma trabalho para qualificar a gestão pública

Frente Parlamentar retoma trabalho para qualificar a gestão pública

Evento também homenageou presidente do CFA

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul retomou, hoje (14), o trabalho da ‘Frente Parlamentar pela Qualificação da Gestão Pública’. Iniciativa do deputado Eduardo Loureiro (PDT), a solenidade ocorreu no Salão Júlio de Castilhos, em Porto-Alegre-RS e reuniu autoridades locais, dirigentes dos Conselhos Federal e Estadual, além de membros do Sindicato dos Administradores. Na ocasião, o presidente do Conselho Federal de Administração (CFA), Mauro Kreuz, foi homenageado com a Medalha da 55ª Legislatura.

O deputado lembrou que a gestão pública é um dos principais desafios do país na atualidade. Diante do descontentamento da sociedade com o setor público, o desprestígio dever-se-ia à corrupção e à precariedade dos serviços públicos.

Ele apontou à profissionalização como saída para enfrentar o desgaste. Já a Ciência da Administração teria as ferramentas que auxiliariam o serviço público.

Manifestaram-se, também, o diretor do Sindicato dos Administradores e ex-secretário estadual da Administração, Walter Nique; pela Famurs, Aícaro Ferrani; e pelo Conselho Regional de Administração do Rio Grande do Sul, a presidente Cláudia de Souza Pereira Abreu. O ato de instalação da Frente Parlamentar também foi prestigiado pela defensora Larissa Pillar Prado, pelo diretor da Escola de Administração da UFRGS, Takioshi Yamasato, por prefeitos de municípios do estado e autoridades locais.

Medalha da 55ª Legislatura

Durante o evento, o deputado Eduardo Loureiro entregou a Medalha da 55ª Legislatura, ao presidente do Conselho Federal de Administração, Mauro Kreuz. Natural de Cerro Largo (RS), Kreuz possui atuação acadêmica, obras literárias e consultoria em organizações privadas.

O presidente do CFA graduou-se em Administração, em 1985, pela a Fundação Missioneira de Ensino Superior em Santo Ângelo. Foi responsável pela articulação que resultou na consolidação da Universidade Regional Integrada (URI) como a primeira universidade comunitária multi-campus do Brasil.

Com o então diretor-geral da unidade da URI em Santo Ângelo, Ivo Paravisi, e o secretário estadual do Trabalho na época, o santo-angelense Adroaldo Loureiro, alcançaram uma linha de crédito junto ao governador Alceu Collares, consolidando a atuação da URI. Em São Paulo-SP,  instalou-se a partir dos anos 2000, com sua empresa de consultoria, assessoria e capacitação.

Kreuz atuou em projetos que formariam a Universidade Anhanguera. Posteriormente, assumiu destaque entre os administradores do Brasil, tendo sido diretor da Câmara de Formação Profissional, do Conselho Federal de Administração e coordenador da Comissão de Planejamento Estratégico do CFA.

Na área acadêmica, coordenou a Comissão Especial de Análise das Diretrizes Curriculares dos cursos de Administração do país, além de presidir a Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração. Também foi professor e diretor de departamento em diversas instituições, tais como a Faculdade Politécnica, de Campinas e de Jundiaí, e na Universidade de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso.

Distinguido com várias premiações, entre elas o Mérito Empresarial pela Associação Comercial e Industrial de Santo Ângelo, e os prêmios especiais entregues pelos conselhos regionais de Administração de Goiás, Ceará, Tocantins, Rio Grande do Sul e Alagoas, Mauro Kreuz é membro imortal da Academia Brasileira de Ciência da Administração, onde ocupa a cadeira de número 33.

É autor do livro “O Impacto do raciocínio estratégico nos resultados das empresas”. Como palestrante, ultrapassa 1.100 exposições e abordagens em eventos pelo país. Foi eleito em janeiro presidente do Conselho Federal de Administração.

Da sua experiência, Kreuz ensina que a gestão pública trata da qualificação de pessoas e promove conceitos, processos, metodologias e ferramentas utilizadas pela administração. “Todo o tecido social está envolvido nesse processo, em todas as áreas. O grande cliente da gestão pública é a sociedade; que pode se beneficiar ou padecer (da gestão)”, explicou. De outra parte, o administrador ponderou que falta ao país um projeto de nação capaz de definir estratégia que valorize suas potencialidades econômicas e humanas.

Fonte: João Silvestre / Assessoria de Imprensa deputado Eduardo Loureiro

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