Empreendedores mirins

Empreendedores mirins

O ensino precoce do valor e de como cuidar do dinheiro traz benefícios a longo prazo

Influenciar as crianças desde pequenas a serem empreendedoras pode torna-las adultos mais responsáveis e bem sucedidos. Essa é a opinião da Terapeuta de Carreira e Especialista em Liderança, Lucia Quintino. Ela explica que é importante estimular na criança alguns pontos que serão importantes na vida adulta como um todo. Entre eles, a liderança. “Porque assim a criança, desde pequena, já vai entender a se autoliderar; que os pais são os primeiros líderes que ela conhece e que deve seguir como exemplo aquilo que foi ensinado”, diz.

Outro ponto importante, segundo a especialista, é a autonomia para que a criança saiba até onde vai o direito, o dever e tenha liberdade de ação e responsabilidade sobre os próprios atos.
O posicionamento da terapeuta vai ao encontro de um estudo realizado pelo pesquisador mineiro, Fernando Dolabela que há mais de 25 anos atua na disseminação de metodologias empreendedoras voltadas à população jovem.

Dolabela acredita que o empreendedorismo é uma potencialidade que precisa ser alimentada constantemente para gerar frutos e que os espaços educativos são o ambiente ideal para isso.
A conclusão veio com a pesquisa que fez um levantamento do sonho da criança a partir do autoconhecimento. Numa segunda fase, foram traçados, pela própria criança, possíveis caminhos e ferramentas que possibilitem a realização do sonho.

O objetivo da Pedagogia Empreendedora não é preparar crianças e jovens para criarem empresas, necessariamente, mas incentivar o potencial de cada um para empreenderem onde desejar. Assim, buscar soluções criativas para questões à sua volta e tornar-se adultos mais engajados na sociedade.

No Brasil e no exterior mais de duas mil escolas de 148 cidades já aplicaram a técnica. A Organização das Nações Unidas (ONU) também aplica o método em sete países.
Por meio do ensino das técnicas de empreendedorismo e inovação, as crianças aprendem que o capitalismo, modelo econômico preponderante no mundo atual, trabalha por meio de meritocracia. “Você ganha aquilo que conquista com boas ações”, afirma o administrador de empresas e empreendedor, Ricardo Veríssimo.

Ele exemplifica com a realidade do cotidiano: “Eu recomendo ensinar a criança a ter ações para que ela conquiste o dinheiro. Coisa simples como arrumar os próprios brinquedos, não deixar as coisas fora de lugar, escovar os dentes e dormir na hora certa e a cada ação que ela concluir, ganha alguma coisa de mérito por isso, como a mesada”.

O empreendedorismo não apresenta contra indicação, pelo contrário. Pode ser ensinado desde o primeiro ano que em que a criança vai para a escola para que ela cresça aprendendo a atuar como empreendedora, mas é fundamental respeitar o grau de entendimento de cada idade. Apesar disso, especialistas enfatizam que o papel primordial nessa educação é dos pais.

“Algo que seria muito importante é os pais começarem a trabalhar com seus filhos a administração financeira. Mostrar para a criança noções básicas de finanças, de como lidar com o dinheiro para que ela vá crescendo um adulto saudável. O que acontece muitas vezes são adultos com dificuldades de lidar com o dinheiro; que perdem dinheiro muito fácil; que têm dificuldade com vendas e em oferecer o seu produto ou serviço e tudo isso é um reflexo da dificuldade que a pessoa teve na infância de lidar com o dinheiro por conta dos exemplos que via dentro de casa”, explica a terapeuta, Lucia Quintino.

O ensino do empreendedorismo no Brasil ainda é incipiente. Apenas na faculdade o assunto é uma cadeira obrigatória e são poucas as instituições que possuem estrutura para a docência da disciplina de forma mais prática. Porém, no exterior, a prática é bem recorrente e inicia-se, em grande parte dos casos, no grau fundamental.

Outro motivo pelo qual os pais devem iniciar o processo em casa. “É importante para que a criança seja desenvolvida nessa área e cresça sabendo lidar com esses pontos ligados a ter uma empresa, a desenvolver um empreendimento e, mesmo que futuramente ela decida não ser um empreendedor, todos esses pontos serão fundamentais para que ela consiga lidar com esse universo mais facilmente”, Finaliza Lucia.

Assessoria de Comunicação CFA

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