Ao CFA, Mariana revela o que julga ter sido diferencial na sua aprovação 

Ao CFA, Mariana revela o que julga ter sido diferencial na sua aprovação

Formada em Administração pela Universidade Federal de Itajubá (Unifei), no Sul de Minas, Mariana Silveira Azevedo é natural de São Gonçalo do Sapucaí, MG, e sempre teve em mente que queria aproveitar o período universitário para se desenvolver e aprender o máximo de coisas possíveis. 

Participou de iniciação científica, foi monitora, fez vários estágios, inclusive no exterior em uma multinacional alemã na qual trabalhou por um ano. “Foi um desafio muito grande para mim na época, tanto profissional quanto pessoalmente”, conta. 

De volta ao Brasil, a estudante conseguiu um estágio em uma outra multinacional americana e, em seguida, após se formar em 2020, seu primeiro emprego efetivo com carteira assinada no ramo da aviação. Trabalhou por um ano, até que foi aprovada, em março, no processo seletivo de trainee – termo em inglês para o profissional recém formado ou prestes a se formar que a empresa procura para treinar em determinadas áreas – da BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo. 

No total, foram 17 mil concorrentes do Brasil todo, dos quais foram selecionados 44 candidatos. Mariana foi a única aprovada que é formada em Administração. Os demais são engenheiros, médicos veterinários e agrônomos. “Isso não foi um empecilho em momento algum e eu não desacreditei de mim apenas porque eu não tinha um curso da área da empresa”, explica. 

Para ela, toda a jornada trilhada ainda na faculdade contribuiu para a aprovação. “Eu tenho muito orgulho da minha caminhada e fico feliz em saber que eu estou praticamente representando o time de ADM nesse trainee. Eu nunca tive experiência no agronegócio, nunca passei por uma indústria de alimentos e isso não foi um impedimento para a minha aprovação. Então, deixo aqui a mensagem de que a gente tem que acreditar, insistir e não desistir fácil”, diz. 

O processo de seleção foi iniciado em novembro de 2020 e contava com check up de competências, análise do perfil, provas de inglês e de lógica, entrevistas com a área de Recursos Humanos, dinâmica de grupo e painel com os gestores com a entrevista final. 

De forma geral, as seleções de trainee não exigem uma bagagem ou conhecimento prévio, mas, segundo Mariana, eles analisam as habilidades e as competências interpessoais do candidato. A disponibilidade das pessoas em aprender, de trabalhar duro, se capacitar e se desenvolver são bem vistas pelos recrutadores. 

Apesar da vivência no exterior não ser obrigatória para a inscrição em algumas dessas seleções, nem o domínio de outro idioma, a bacharel em Administração afirma que esses foram fatores decisivos na aprovação. “Não pela experiência em si, mas pela maturidade que me trouxe e pelas competências que eu pude desenvolver nesse período”, explica.

“As atividades extracurriculares são muito importantes porque não adianta nada ter um diploma no final do curso e um monte de nota 10 se você não desenvolveu essas competências interpessoais, como habilidade de comunicação, disposição em aprender algo novo. Eu tenho certeza que esses itens, apesar de não serem obrigatórios, nem eliminatórios, nos tornam candidatos muito fortes.”

A BRF é uma empresa multinacional brasileira do ramo alimentício, fruto da fusão entre Sadia e Perdigão, duas das principais marcas de alimentos do Brasil. Mariana trabalhará na unidade de Francisco Beltrão, no Paraná. 

Para quem sonha em tentar uma vaga, Mariana aconselha: “Usar o período universitário para fazer atividades extracurriculares, principalmente os alunos de Administração porque a gente concorre no mercado com profissionais mais técnicos, como engenheiros, e que, muitas vezes, são mais reconhecidos pelo mercado. Então, é preciso compensar isso e mostrar o conhecimento, que estamos prontos e por dentro das ferramentas atuais. É imprescindível estar por dentro do que acontece no mundo e, claro, muito estudo”, finaliza. 

Elisa Ventura 

Assessoria de Comunicação CFA