Durante Fórum, senadora Kátia Abreu destaca potencial econômico do Matopiba

Durante Fórum, senadora Kátia Abreu destaca potencial econômico do Matopiba

O terceiro e último dia do XVI Fórum Internacional de Administração (FIA) começou com a participação da senadora Kátia Abreu. A parlamentar, que foi a primeira mulher a ser ministra da Agricultura no Brasil, apresentou a palestra “O potencial do agronegócio brasileiro”.

Ela começou falando do potencial econômico do Matopiba, região que fica no coração do cerrado brasileiro. O nome vem do acrônimo das iniciais dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O local é considerado uma das últimas grandes fronteira agrícola da atualidade.

Dos 73 milhões de hectares que a região possui, 35 é de terra cultivável. “E é nessa parte fértil que 12 mil toneladas de grãos são produzidas, por exemplo, estão impulsionando a economia do país. O Matopiba responde por 10% da produção agrícola nacional”, disse a senadora.

O potencial de crescimento da região é enorme e, segundo Kátia, eles estão “crescendo sem desamatar”. Na palestra, ela aproveitou para tocar na delicada questão ambiental. Para ela, o Brasil assumiu o compromisso com o Acordo de Paris porque quis. “Fogo não pode, Amazônia não pode e não pode porque quero agradar europeu. Não pode pois, sem floresta, não teremos chuva no centro sul do país e, sem isso, nossa produção estará comprometida”, alertou a parlamentar.

Para ela, retomar o debate sobre meio ambiente significa um atraso de tempo e dinheiro. “É um comportamento antimercado. Opiniões truculentas só vão prejudicar o agronegócio brasileiro”, avisou.

Ainda com relação ao potencial do Matopiba, Kátia destacou que a região é que menos desmatou na Amazônia Legal. O desmatamento que ela se referiu é o permitido pela legislação brasileira. Além disso, a região tem 6 milhões de áreas irrigáveis, sendo que 1 milhão está pronta para irrigação com baixo custo e infraestrutura.

A senadora falou, ainda, da questão logística da região. Por estar no centro do Brasil, o escoamento da produção é feito por meio de estradas. Ela apontou que é preciso fazer investimento em novas rodovias e, a meta, é ganhar o mercado internacional por meio de portos ao norte do Brasil, como o de Macapá.

Para garantir esses avanços, Kátia adiantou que está em tramitação no Senado Federal a aprovação da Agência de Desenvolvimento do Matopiba. “Ao contrário de outras regiões, queremos que a nossa tenha crescimento e desenvolvimento organizado, com pesquisa, inovação”, afirmou, ressaltando que a intenção é crescer economicamente respeitando os compromissos do Acordo de Paris. Um deles é ter o menor índice de desmatamento legal possível.

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