Construindo o próprio caminho

Construindo o próprio caminho

O mundo não para. No meio de tanta transformação, está o ser humano: criador e criatura; produtor e consumidor; líder e seguidor; crente e pregador; curador e paciente; protagonista de si mesmo e eco do discurso alheio; eterno aprendiz e detentor do conhecimento tácito.

Para trilhar o próprio caminho, é importante se adaptar às novas circunstâncias, em especial no que toca à aprendizagem permanente sobre todos os setores de sua vida, inclusive aplicando a ciência nova na exploração de seus potenciais.

No campo do trabalho, as mudanças impostas pela evolução dos anos foi apresentada pela consultora organizacional Vicky Bloch. Com mais de 30 anos de experiência profissional, comandou a área de recursos humanos de empresas do setor financeiro, de serviços e industrial. Fundou e presidiu por 18 anos a consultoria DBM no Brasil e na América Latina, especializada na recolocação de executivos no mercado de trabalho. É professora dos cursos de especialização em Recursos Humanos da FGV-SP e da FIA.

A consultora apresentou um gráfico chamado “Montanha Russa da Transição”, que aborda o processo da mudança. No início, tem-se uma “situação normal” que passa pelos “sinais no ambiente” de que é preciso mudar. Em seguida, tem-se o processo de mudança em si, que passa pelos sentimentos de choque, negação, alívio, raiva, aceitação e envolvimento, até chegar à “nova situação”. “As pessoas resistem à transição porque ela é um caminho longo e doloroso, mas, no fim, ela traz plenitude”, explicou.

Ao contextualizar as mudanças diante da Revolução 4.0, ela afirmou que os postos de trabalho não serão dizimados, mas transformados em outros tipos de trabalhos. “Boa parte da capacidade de continuarem vivos no mundo do trabalho depende de vocês. Vitimizar é culpar o outro por aquilo que eu não fiz. Todos vocês terão condições de sobreviver inteligentes e laboriosos se quiserem”, disse.

A especialista fez um paralelo entre o perfil do trabalhador do passado e o atual. O chamado ‘trabalhador organizacional’ era dependente da organização, as estruturas organizacionais definiam as relações internas e externas, trabalhavam na era dos cargos e da hierarquia, o conhecimento era um privilégio e significava poder, e o conhecimento era compartilhado através de manuais.

Atualmente, vivemos numa velocidade exponencial das mudanças. A globalização do mundo do trabalho com novas formas e oportunidades de colaboração, além da hiperconectividade como um fator-chave dos fenômenos sociais, desloca o centro do poder para os indivíduos. O novo século e as organizações exponenciais são caracterizados pela independência da organização, atração pelo inédito, pelo conhecimento compartilhado nas redes e por um número de relações exponenciais.

“Mudanças sempre aconteceram no mundo inteiro. O problema é a velocidade com que elas estão acontecendo, deixando as pessoas ansiosas. Estamos com uma gestão social e política num modelo vencido. Há descrença nas instituições; elas estão preparadas para trabalhar de forma linear, mas temos um novo modelo de liderança batendo à porta”, explicou.

Moderada por Paulo Sardinha, presidente da ABRH Rio, Vicky concluiu afirmando que é preciso se movimentar e se adequar ao novo que já chegou.

 

 

Assessoria de Comunicação CFA

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