Inovar é ativo estratégico na nova economia

Inovar é ativo estratégico na nova economia

O administrador e professor universitário, da Fundação Fernando Pessoa, de Portugal, Miguel Trigo, encerrou a segunda noite de palestras do FIA, com o tema inovação. Em sua explanação afirmou que é preciso focar nas direções corretas, pois o mundo está diferente, e a maior parte dos empreendedores não sabem ao certo como entender o contexto atual.

Trigo explicou que há novos competidores para todos os portes de negócio (grande, médio, pequeno ou micro), nas mais diferentes regiões do planeta. Por esse motivo, o empreendedor não sabe onde estão todos os seus concorrentes.

Cada vez mais, segundo ele, os concorrentes lutam para fornecer aos consumidores produtos com custos mais baixos e de forma rápida. “O mundo digital, via internet, proporcionou alcance inimaginável, de produtos e serviços, bem como desbancou vantagens competitivas que as grandes organizações possuíam, mas já não possuem mais”, destacou.

Ele retomou pergunta do palestrante anterior, Tonico Novaes, à plateia, sobre quantas pessoas continuam utilizando o Facebook – na mesma quantidade de horas – como faziam em anos anteriores. Na sequência, mostrou gráfico que mostrava o tempo que outros meios de comunicação (tais como TV, Rádio e Jornal/ revista) precisavam para alcançar grande massa de consumidores, e mostrou a instantaneidade que o smartphone, aliado à internet, precisava para desconstruir realidades já estabelecidas (disruptividade).

O administrador e pesquisador também afirmou existir grande potencial de inovação em startups, tanto no surgimento de novas ideias quanto em conceitos que poderiam tornar-se produtos. Exemplificou que as redes de comunicação de muitas empresas utilizam infraestrutura de terceiros e que o foco deve ser no cliente, na competitividade, além das ideias e do preço — de acordo com a realidade dos consumidores.

“Montar novos negócios está cada vez mais fácil e barato. Uma startup, em geral, não tem muitos funcionários e o foco é no desenvolvimento de produtos e serviços e, acima de tudo, nos clientes”, explicou.

Trigo revelou que a base da nova economia está apoiada em modelos de negócios que utilizam tecnologia de baixo custo, mas que fortalecem a marca – com branding e design – para somente depois gerar produtos e serviços inovadores. O consumidor, segundo o professor e pesquisador, tem cada vez mais conhecimento devido à facilidade de obter informações na internet e, por isso, possui maior poder de escolha, tornando-se mais exigente com relação às empresas e marcas.

 Ponto de inflexão

Trigo recorreu à matemática para chamar atenção ao fenômeno nos negócios chamado ‘ponto de inflexão’. Em um plano cartesiano, de eixos x (tempo)  e y (lucro), quando um movimento (lucro) é crescente, mas em ritmo lento, em determinado instante ele tende a estabilizar e depois a cair (prejuízo). Para ocorrer o ponto de inflexão, movimento de guinada nos lucros – em velocidade cada vez maior – é preciso entender em que ponto o fenômeno crucial ocorreu e criar um fato para que ele volte a crescer.

Trigo usou o recurso matemático para explicar que ao mudar a realidade que estava por trás das bases (valores) de uma empresa, ou ela se adapta ou é forçada a mudar. Caso contrário terá derrota dentro de um cenário dinâmico e volátil da economia atual.

Ele explicou, ainda, que o mundo está demasiadamente volátil e é preciso saber se a empresa está no sentido certo e na velocidade certa.

“Temos de nos perguntar se continuamos a fazer as coisas da mesma forma que fazíamos antes e que sempre deram certo. Isso depende. Se forem decisões que afetam o futuro da empresa é preciso ter cautela e avaliar a situação, com o foco no cliente. Mas se não afetam, então é preciso experimentar, isso é inovação”, concluiu.

Fonte: Assessoria de Comunicação – CFA

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