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Comitiva do CFA vai a El Salvador para o Conamceca

Entre os dias 19 e 21 de março, aconteceu em El Salvador, na América Central, o “XIX Congresso Internacional de México, América Central e Caribe (Conamceca)” 2026. O evento foi organizado pela Organização Latino-Americana de Administração (OLA) e pela Associação Salvadorenha de Profissionais de Administração de Empresas (Aspae). 

Voltado ao debate, troca de conhecimento e networking entre administradores da América do Sul e América Central, o evento contou com a presença de representantes do CFA, como o presidente da autarquia, Adm. Leonardo Macedo, que compôs a mesa de honra ao lado de outras autoridades locais. Também estiveram presentes no evento o Adm. Inácio Guedes — diretor de Eventos e Promoções do CFA e coordenador do Comitê de Ética da OLA — e o Adm. Francisco Costa — diretor da Câmara de Administração e Finanças do CFA e coordenador do Comitê Fiscalizador da OLA — que também palestrou no evento. 

Para o presidente do CFA, Leonardo Macedo, eventos como esse são importantes para aumentar a visibilidade dos profissionais brasileiros, bem como para aumentar o networking e a troca de conhecimentos. Ele elogiou a organização do Conamceca e lembrou que no segundo semestre deste ano o CFA sediará em Brasília-DF um encontro internacional da OLA. 

“Este ano teremos um evento da OLA, organizado em parceria com o CFA, e não tenho dúvidas que assim como foi o FIA, no ano do Jubileu da Administração, será um sucesso. Tenho certeza de que os profissionais de administração brasileiros têm muito a mostrar em termos de técnicas, inovação, modelos de gestão, avaliação de mercados e muito mais, por isso devemos trabalhar nessa representatividade”, comentou Macedo. 

Palestra 

Com palestra intitulada “Gestão Transcendental: Uma Visão Futurista sobre a América Latina e Caribe”, o diretor Francisco Costa iniciou sua fala apresentando o cenário de recursos humanos na região. Destacou como preocupante sete desafios centrais: informalidade elevada, baixa produtividade, desigualdade salarial, lacunas educacionais, migração laboral, fragilidades estruturais e a predominância de micro e pequenas empresas. 

Segundo Costa, esses fatores exigem soluções integradas, nas quais as MPEs podem contribuir para reduzir desigualdades, enquanto o déficit educacional e questões estruturais permanecem como entraves relevantes. Ele reforçou a necessidade de reposicionar o capital humano como eixo estratégico, destacando que o RH deixou de ser operacional para assumir papel decisivo na geração de valor e no alcance de resultados organizacionais. 

Mais tarde, Costa explicou que já vivemos na era da Gestão 6.0, e que ela representa a evolução das lideranças e de operações focadas na autonomia inteligente, integrando as inteligências artificiais (IAs), redes neurais e automação — sempre com forte participação humana em todos os processos. Segundo ele, as IAs se tornaram tecnologias-chave para a produção de atividades, por isso os gestores precisam adaptar suas lideranças para esse novo contexto. 

“No presente, e tudo indica que também no futuro, vemos um cenário de forte competitividade e inovação, além da presença de ecossistemas colaborativos — com a colaboração entre homem e máquina na criação de produtos, serviços e processos — e personalização em massa. Já a sustentabilidade é um destino inevitável, por isso devemos praticá-la, pois além de fazer bem ao meio ambiente também traz um forte valor agregado às marcas”, disse. 

Networking 

Após a palestra, o presidente do CFA, Leonardo Macedo, destacou o trabalho desenvolvido pelo vice-presidente do CFA, Adm. Gilmar Camargo, que também é vice-presidente da Zona Sul da OLA, e do administrador salvadorenho Carlos Santos — um dos anfitriões do evento e vice-presidente da Zona Norte da OLA. Os dois fazem parte do conselho diretor, executivo e representativo da organização. 

“O Carlos é um parceiro nosso no fomento à administração profissional e em consequência disso da fiscalização. Juntos, temos trabalhado forte para que nossa área de atuação ocupe seu lugar de destaque nos cenários públicos e empresariais, no Brasil e no mundo”, revelou. 

Já o diretor de eventos e promoções do CFA elogiou a organização do Conamceca e as palestras do congresso. “Tivemos temas muito ricos neste evento, por isso voltamos com a sensação de ter aprendido um pouco mais sobre os assuntos aqui apresentados e estreitado laços com nossos pares da América Latina”, disse.

Leon Santos

Da assessoria de comunicação do CFA