ADMs vão gerenciar empresas apreendidas na Operação Narcobroker

ADMs vão gerenciar empresas apreendidas na Operação Narcobroker

A parceria do Conselho Federal de Administração (CFA) com a Secretaria Nacional de Política sobre Drogas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senad/MJSP) já começou a render bons frutos para o Sistema CFA/CRAs e para a Justiça. Por meio da iniciativa, profissionais de Administração habilitados serão responsáveis por avaliar e conduzir a gestão dos estabelecimentos empresariais apreendidos e declarados perdidos em favor da União.

Depois da Operação Rei do Crime, o CFA recebeu o currículo de muitos profissionais de Administração interessados em participar da parceria. A autarquia já tem nomes daqueles mais capacitados e qualificados para indicar a Senad. Estes profissionais serão, então, apresentados para a justiça, que decidirá quem fará a gestão do ativo.

Nesta semana, a Polícia Federal deflagrou a Operação Narcobroker que desarticulou financeiramente uma organização criminosa especializada no envio de cocaína para a Europa. Foram confiscados cerca de R$ 40 milhões em bens do narcotráfico, usados para adquirir imóveis e veículos de luxo. Também foram bloqueadas as contas de 68 pessoas físicas e jurídicas que, segundo as investigações, tiveram movimentação suspeita de aproximadamente R$ 1 bilhão entre 2018 e 2020.

A Justiça Federal determinou, ainda, o bloqueio de três empresas que eram utilizadas pela organização criminosa para a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. As companhias também passarão a ser administradas pela Senad em parceria com CFA. Os profissionais de Administração registrados em CRA interessados em serem, possivelmente, Administradores Judiciais, nomeados por juiz, para administrarem os ativos apreendidos em operações da PF até irem a leilão podem mandar e-mail com currículo para o endereço: oportunidadescfa@cfa.org.br.

Segundo o diretor de Fiscalização e Registro do CFA, Carlos Alberto Ferreira Júnior, é preciso administrar os bens apreendidos a fim de evitar maiores prejuízos. “Sem gestão profissional eles vão se deteriorando. Precisamos manter esses ativos apreendidos funcionais e, de alguma forma, gerando produção, para que sejam avaliados, leiloados e alienados a favor da sociedade”, afirma.

CFA na mídia

A Operação Narcobroker repercutiu nos principais veículos de comunicação do país. Jornais como O Estado de São Paulo e a revista IstoÉ Dinheiro acompanharam a ação da Polícia Federal e citaram a parceria da Senad com o CFA.

Ana Graciele Gonçalves

Assessoria de Comunicação CFA