A Administração na era da Ciência de Dados

A Administração na era da Ciência de Dados

Por Elisa Ventura

#10YearsChallenge: certamente você reconhece essa hashtag, que viralizou rapidamente nas redes sociais na última semana. Trata-se do mais novo desafio da internet, que consiste em postar uma foto atual de alguém ao lado de outra de dez anos atrás.

Segundo especialistas em tecnologia, o que parece ser só uma brincadeira é, na verdade, uma forma de empresas de tecnologia rastrearem a rede para compilar grandes volumes de informação e alimentar a inteligência artificial dos robôs que se pautam nos modelos disponíveis.

A discussão que envolve a Ciência de Dados pode se revelar muito próspera ao profissional de Administração, como explica o engenheiro de Produção com foco em Coach Profissional, e mestrando em Administração pela Atenas College, Gerson Silvério da Costa Júnior.

“Saber utilizar a análise de dados enquanto estratégia é pura administração, porque isso é base para a gestão. O administrador não tem que saber executar [essa análise], mas tem que entender o que é e o quanto vai influenciar na tomada de decisão do futuro”, diz.

Segundo o relatório Digital in 2018, divulgado pelos serviços online Hootsuite e We Are Social, mais da metade da população mundial – hoje na casa dos 7,6 bilhões de seres humanos – já tem acesso à internet. Ou seja, somos mais de 4 bilhões de pessoas conectadas à rede. E a tendência, claro, é de crescimento.

Grandes mudanças para o futuro

Transformações constantes do mercado e imprevisibilidade da reação do público em relação às alterações macro que estão acontecendo em comunicação, valor e serviço ditam um novo perfil de profissional.

“O mercado que existia há 30 anos não é o mesmo de há 20 anos, e eu diria que nem há um. Saber ler um relatório de dados, pesquisas de clima, interação do usuário-máquina, basicamente, é uma forma de você entender o seu público instantaneamente com maior nível de precisão. Dados são uma nova forma de comunicação de valor e saber usar esse tipo de informação mapeia toda a estratégia de uma empresa”, explica o mestre em Administração.

Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial já faz parte da rotina das empresas e uma das vantagens é a rapidez com que realiza análises preditivas. A partir de dados históricos, ela usa algoritmos estatísticos e técnicas de machine learning para identificar a probabilidade de resultados futuros. Uma tarefa bem mais demorada quando se trata de cérebros humanos.

Falando em perspectiva sistêmica, aquele profissional que atua com grandes sistemas, variáveis e uma grande quantidade de setores e pessoas não sobreviverá sem os dados, afirma Gerson Júnior.

“É o ponto de partida para começar a estruturar soluções. Saber utilizar o relatório de dados para orientar a criação e veiculação do produto ou serviço: eu diria que é o novo petróleo. Eu percebo que o mercado brasileiro não tem ainda muitos profissionais preparados para receberem esses relatórios. Muitas vezes, os nossos próprios empreendedores não têm essa visão”, afirma.

É preciso se preparar

A aquisição de dados pela internet, sobretudo redes sociais, é a forma mais barata de se conhecer o público-alvo. Antes da ciência de dados e da capacidade de processar isso estatisticamente, era necessário levar uma equipe a campo para atingir uma quantidade de amostra, de pessoas entrevistadas muito inferior a que se consegue hoje por meio dessas ferramentas.

A expertise de gestão a partir de dados é considerada entre especialistas o “pulo do gato”. Para o administrador Maurício Dias da Silva, que atua no Governo do Distrito Federal, a tecnologia e os sistemas integrados de informação revolucionaram o modelo de trabalho.

“[Esse modelo] nos permite criar estratégias e melhorias substanciais, além de possibilitar um acesso maior à sociedade e a outros órgãos com maior eficiência. Quem não está conectado hoje em dia vai ficar para trás, porque a tecnologia é uma verdadeira revolução”, afirma o coordenador de Administração Geral da Administração Regional de Sobradinho, no Distrito Federal.

Assessoria de Comunicação CFA

 

 

 

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